Sabe aquelas criaturinhas que aparecem em MIB e acabam roubando a cena? Estamos falando dos Arquillianos, aquelas formiguinhas alienígenas que todo mundo lembra da primeira cena do filme. É aquela parte em que o agente K, vivido pelo Tommy Lee Jones, sai correndo atrás de um fugitivo pelas ruas de Nova York.

Embora não sejam os protagonistas da história, essas pequenas criaturas conquistaram muita gente. Tipo aqueles personagens coadjuvantes que a gente acaba gostando mais do que esperava.

O mais divertido é que esses bichinhos têm personalidade própria. Eles não são só engraçadinhos por serem pequenos e terem uma aparência curiosa. Os caras têm um humor meio ácido e até vícios muito humanos, como o café da manhã que a gente também não consegue largar.

Além disso, os Arquillianos se comunicam por telepatia e são extremamente inteligentes. Dá para dizer que estão entre as espécies mais avançadas que aparecem nos filmes da franquia. E o nome oficial deles é justamente esse: Arquillianos.

Como tudo começou com MIB

De onde veio essa história

A franquia Homens de Preto nasceu de uma série de quadrinhos chamada “The Men in Black”, criada por Lowell Cunningham. Em 1997, a Columbia Pictures trouxe essa ideia para as telas.

Barry Sonnenfeld dirigiu o primeiro filme, com produção de Laurie MacDonald e Walter F. Parkes. A mistura de ação, ficção científica e comédia funcionou muito bem. O filme conta a história de dois agentes secretos, K e J, que trabalham para uma organização clandestina que monitora atividades alienígenas no nosso planeta.

O sucesso foi tão grande que vieram mais filmes: um segundo em 2002, o terceiro em 2012 e até um spin-off internacional em 2019. Aquela fórmula de humor com alienígenas acabou virando uma marca registrada.

O que MIB deixou na cultura pop

Desde 1997, esses filmes marcaram gerações. A ideia dos homens de terno preto que lidam com alienígenas virou parte do imaginário coletivo.

A franquia gerou videogames, brinquedos e todo tipo de produto que você possa imaginar. Mais do que isso, popularizou aquela teoria conspiratória dos agentes secretos governamentais que encobrem a presença de extraterrestres entre nós.

Até hoje, quando alguém fala em aliens disfarçados de humanos, é difícil não pensar nessa franquia. A forma como misturou diferentes gêneros criou algo único que funciona tanto para quem gosta de ação quanto para quem curte uma boa risada.

Quem deu vida aos personagens

A força dessa franquia está muito nos rostos que a gente vê na tela. A agência secreta que regula a presença alienígena na Terra ganhou vida através de atores que sabiam exatamente o que estavam fazendo.

Os agentes que comandam a história

Will Smith entrou como Jay, aquele policial de Nova York que persegue um alienígena e acaba sendo recrutado. Ele trouxe aquele humor característico dele, sempre com uma resposta na ponta da língua para qualquer situação maluca.

Do outro lado, Tommy Lee Jones fez o Kay, veterano que já viu de tudo. Sério, direto, sem firulas. A dupla funcionou justamente por serem opostos. Um cheio de energia e piadas, outro com aquela cara de poucos amigos.

Os alienígenas que marcaram

Entre os extraterrestres, os Vermes são inesquecíveis. Neeble, Geeble, Sleeble e Mannix ficam andando pela sede da MIB e muita gente confunde eles com formigas ou minhocas mesmo.

Tem também o Zed, chefe da organização, a Serleena como vilã, o Pawny como aliado, o Edgar (aquele fazendeiro possuído por um inseto) e o Bug, líder dos insetos invasores. Cada um com sua particularidade.

Outros nomes de peso passaram pela franquia: Liam Neeson como Agente H, Kumail Nanjiani dando voz ao Pawny, Linda Fiorentino interpretando Laurel Weaver, Rip Torn como Chefe Z e Tony Shalhoub vivendo o Jeebs.

Aqui no Brasil chegou como “MIB – Homens de Preto”, enquanto em Portugal ficou “MIB: Homens de Negro”. Baseado nos quadrinhos de Lowell Cunningham e dirigido por Barry Sonnenfeld, o filme continua agradando gente de todas as idades.

O visual e o som que criam o universo

Essa comédia de ficção científica acontece numa galáxia distante, mas o que faz a gente acreditar nisso tudo são os detalhes visuais e sonoros. A Sony Pictures Imageworks ficou responsável por criar as criaturas e aquelas cenas de ação de tirar o fôlego.

Como construíram esse mundo

Mary E. Vogt comandou a direção de arte e criou figurinos que viraram ícones. Aqueles ternos pretos dos agentes K e J são reconhecidos em qualquer lugar.

Ela também desenhou as roupas dos alienígenas. Os vermes Neeble, Geeble, Sleeble e Mannix ficaram famosos justamente pela aparência bizarra que ela criou para eles.

A equipe de efeitos especiais usou computação gráfica avançada para dar vida aos Arquillianos que aparecem logo no começo. Aquela perseguição de carro em Nova York e a luta final contra o Edgar também saíram das mãos deles.

A música que embala a aventura

Danny Elfman compôs a trilha sonora. Se você conhece os filmes do Tim Burton, já deve ter ouvido o trabalho dele em “O Estranho Mundo de Jack” ou “Edward Mãos de Tesoura”.

Para MIB, ele misturou orquestra com música eletrônica. O resultado cria aquela atmosfera de mistério e aventura que funciona perfeitamente.

Skip Lievsay liderou a equipe de design de som. Eles criaram cada grunhido dos vermes, cada ruído dos Arquillianos. Os tiros de laser, as explosões, tudo foi pensado para parecer real dentro daquele universo maluco.

No filme “MIB: Homens de Preto – Internacional”, dirigido por F. Gary Gray, a mesma atenção aos detalhes continuou. Chris Bacon assumiu a trilha sonora e Peter Brown cuidou do som.

Detalhes que fazem a diferença

As formigas de “Homens de Preto 2” viraram um dos símbolos da franquia. Esses anelídeos falam, pensam e até têm cultura própria. Bem diferente das formigas que a gente encontra na cozinha.

Piscadas de olho escondidas no filme

O filme está cheio de referências para quem presta atenção. Tem uma cena com as formigas assistindo um programa sobre ovnis na TV. Em outro momento, elas estão vendo um episódio de uma série chamada “Lenda Urbana”.

Elas também aparecem usando os neuralyzers, aqueles dispositivos que apagam memórias. Igual aos agentes humanos fazem com as testemunhas.

A forma como elas se comunicam

Essas criaturas têm uma linguagem própria cheia de particularidades. Elas se chamam de “minhocas” entre si e usam a palavra “galáxia” quando querem falar do universo inteiro.

Outro detalhe curioso é o sistema de anéis que usam para trocar informações entre elas. Tipo uma rede social alienígena bem antes das redes sociais existirem.

Mesmo sendo ficção, essas formigas deixaram marca na cultura pop desde 2002. Viraram brinquedos, apareceram em jogos e até em roupas. Fóruns de ufologia e sites sobre ovnis mencionam elas até hoje.

No fim das contas, essas criaturinhas mostram como a imaginação pode criar algo memorável. Com língua própria e jeito único de viver, os Arquillianos são prova de que até os personagens pequenos podem fazer toda a diferença numa história.