A maioria dos especialistas do mercado financeiro concordam que o ideal é que todo investidor, independentemente do perfil, invista parte do seu patrimônio em títulos de renda fixa a fim de diversificar o portfólio e proteger o capital. O que varia é a proporção desses investimentos: investidores conservadores tendem a investir mais na renda fixa, enquanto investidores moderados ou arrojados podem investir um pouco menos.

Entre os investimentos de renda fixa, alguns dos mais populares são os títulos do Tesouro Direto.

O Tesouro Direto é um programa do governo federal que permite a pessoas físicas investirem em títulos públicos de forma acessível, com diferentes opções de rentabilidade e prazos.

Esses títulos são utilizados tanto para objetivos de curto quanto de longo prazo, e são bastante versáteis: podem compor estratégias de reserva, proteção contra inflação ou planejamento financeiro.

Entender como funciona o Tesouro Direto ajuda os investidores a tomarem decisões mais conscientes sobre alocação de recursos, riscos e horizonte de investimento, embora isso por si só não seja garantia de bons resultados. Apesar disso, é relevante ressaltar que os títulos do Tesouro Direto são considerados os mais seguros do mercado.

Neste artigo, explicaremos tudo o que é necessário saber sobre o Tesouro Direto para investir com consciência.

Embora informativo, este conteúdo não é uma recomendação de investimento.

Acessibilidade e simplicidade do Tesouro Direto

Uma das principais características do Tesouro Direto é ser simples e acessível. Qualquer pessoa pode investir por meio da plataforma disponibilizada pelo governo federal, e os aportes mínimos são baixos.

Além disso, são títulos bastante versáteis, que se prestam a diferentes perfis, estratégias e objetivos de investimento. Tudo isso os torna muito populares no mercado financeiro.

Segurança e previsibilidade dos títulos públicos

Títulos públicos, como os do Tesouro Direto, oferecem máxima segurança por serem garantidos pelo Tesouro Nacional e livres de risco de crédito. A garantia total do governo federal torna-os o investimento de menor risco no Brasil.

Sua previsibilidade varia: os títulos pós-fixados, indexados à Selic,oferecem rendimento diário flutuante, porém previsível em curto prazo, enquanto os prefixados e o Tesouro IPCA+ garantem a taxa contratada só no vencimento.

Tipos de Tesouro e objetivos de investimento

Existem vários tipos de títulos negociados na plataforma do Tesouro Direto, cada qual com características próprias. Cada um deles se adéqua a determinados objetivos e estratégias.

O Tesouro Selic é um título de rentabilidade pós-fixada, indexada à Selic. Trata-se de um investimento de curto prazo, ideal para objetivos que exijam liquidez, já que sofre menos impacto das variações do mercado e é isento da taxa de custódia no caso de aplicações de até R$ 10.000,00 por CPF.

O Tesouro Prefixado é um título cuja rentabilidade é fixa, de modo que o investidor sabe quanto receberá já no momento do aporte. Existem duas modalidades: uma com juros semestrais e outra com pagamento de parcela única no vencimento. Esses títulos se encaixam bem em objetivos de médio a longo prazo.

O Tesouro IPCA+ é um título híbrido, ou seja, tem uma parte da rentabilidade prefixada e outra pós-fixada, indexada ao IPCA, considerado o índice oficial da inflação no país.

Trata-se de um investimento de longo prazo, perfeito para investidores que querem proteger o capital contra a inflação, por manter o poder de compra do valor aplicado. Assim como o Tesouro Prefixado, o Tesouro IPCA+ pode ser pago em juros semestrais ou em uma só parcela no vencimento.

Papel do Tesouro Direto na diversificação da carteira

O Tesouro Direto é muito indicado para quem busca diversificação, por oferecer títulos variados com prazos e indexadores distintos, o que ajuda a diluir os riscos. Ele serve como base estável para equilibrar exposição a ações, FIIs ou outros ativos de risco, reduzindo a volatilidade geral da carteira.

Como os títulos públicos se encaixam em diferentes estratégias de investimento?

Em uma estratégia que foque exclusivamente a renda fixa, é possível combinar Tesouro Selic (para objetivos de curto prazo e liquidez), prefixado (objetivos de médio prazo) e IPCA+ (objetivos de longo prazo). Dessa forma, é possível cobrir emergências, metas intermediárias e aposentadoria, por exemplo.

Já em uma estratégia que combine renda fixa com renda variável, os investimentos no Tesouro Direto atuam como âncora conservadora, protegendo contra quedas no preço de ações e inflação e otimizando a relação risco-retorno.

Aspectos que investidores costumam avaliar antes de aplicar

Embora seja um dos investimentos mais seguros que existem, o Tesouro Direto também exige alguns cuidados. É preciso prestar atenção a certos aspectos antes de decidir investir.

Por isso os investidores costumam avaliar principalmente o perfil de risco, o horizonte temporal, a rentabilidade esperada, a liquidez, os custos (taxas e IR) e a adequação aos objetivos antes de aplicar no Tesouro Direto.